Prazer e excesso não combinam na ceia de Natal

As festas de final de ano têm algo em comum no mundo inteiro: nos mais longínquos territórios, todos os povos se reúnem para celebrar e confraternizar.

A ceia de Natal é o ponto alto das festas para a maioria do mundo cristão. Na França essa refeição se chama “reveillon”. Tradicionalmente, nas diversas regiões o cardápio pode incluir ganso, bolinhos de trigo sarraceno com creme de castanhas. Para os parisienses o costume manda comer ostras e patê de fígado de ganso (fois grãs). Outra guloseima incluída no reveillon é o “Buche de Natal”, em formato de tora de madeira. Para acompanhar, o borbulhante champanghe produzido na região com o mesmo nome, servida principalmente no Ano Novo.

Na Alemanha, a véspera de Natal é conhecida como “Estômago grande”. Um dito popular afirma que quem come muito naquela noite será assombrado por demônios. Os pratos são feitos à base de carne de porco, salada de macarrão e lingüiça branca. Como sobremesas são servidas barras condimentadas e pão recheado com frutas.

Na Itália a tradição recomenda peixe, lingüiça de porco, peru recheado com castanhas na ceia de Natal. O panetone, o torrone e panforte (pão forte de gengibre) não podem faltar. A regra para a sobremesa é incluir nozes e amêndoas, pois os italianos acreditam que comê-las contribui para a fartura da terra e o aumento dos rebanhos e das famílias.

Para comemorar o Natal, os russos incluem na ceia um mingau chamado “kutya”, feito de grãos de trigo e outros ingredientes que simbolizam esperança e longevidade. No Oriente, japoneses e chineses se concentram na comemoração do Ano Novo; é feriado durante três dias. Na mesa, sopa de feijão com massa de arroz amassado, legumes e peixe cru. Os pratos para essa época representam longevidade e prosperidade.

Como se pode constatar, o prazer de estar junto com familiares e amigos é comum nas diversas culturas. Aqui no Brasil não é diferente. Porém por ser um país de todas as raças agrega a cultura de cada uma delas. No Brasil a grande variedade de frutas e legumes cultivados pode enfeitar pratos típicos das festas de Natal e Ano Novo, como o peru, o chester, tornando-os mais admiráveis e saudáveis. Abusar das cores dos alimentos nacionais e típicos dessa época, como a manga, uvas e outros são uma ótima alternativa.

A substituição das nozes e avelã, geralmente muito caras nesse período, pela castanha do Pará é bastante válida! Pode-se misturar ao arroz outros alimentos coloridos para torná-lo mais saboroso e à farofa pode-se adicionar ovos, passas, legumes ou frutas para oferecer um diferencial ao sabor.

Manter a tradição não significa esquecer-se dos princípios nutricionais. É perfeitamente viável criar uma ceia de Natal leve, sem excessos de carnes gordurosas, abusando de temperos e ervas finas. Uma excelente alternativa é substituir a rabanada frita pela assada, tão utilizada. Afinal, estaremos em pleno verão e como nossa ceia é composta basicamente por uma mistura de pratos tradicionais europeus, onde nesta época é inverno, temos que ser cautelosos para evitar problemas para a saúde e, é claro, aumento de peso.

Nesta época muitas pessoas recorrem a dietas malucas, em busca de perda de peso de forma rápida e sem exercícios físicos. Cuidado! O resultado certamente será insatisfatório. Por isso, procure um nutricionista, o profissional de saúde mais indicado para emagrecimento e reeducação alimentar.

Afinal, é preciso desenvolver uma alimentação saudável em qualquer época do ano, sem exageros e manter a prática de exercícios físicos. Isso sim assegura uma melhoria da qualidade de vida não só no verão, mas durante toda a vida! Bjo

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